A importância da inclusão familiar para o desenvolvimento dos pacientes Autistas
A participação dos pais junto aos profissionais são estímulos fundamentais
O nascimento
de um novo integrante gera expectativa em todos os membros de uma família, principalmente
nos pais. A projeção das características do bebê a partir dos familiares, imaginando
semelhanças, o sexo da criança, envolvem múltiplos sentimentos desde o período
gestacional da mãe.
Foto: Divulgação/ Mamaclub
Por tantos
fatores emocionais envolvidos, receber o diagnóstico de autismo após um
nascimento, ou até mesmo depois de um tempo de convívio, requer um processo de
readaptação familiar, importante tanto para os portadores, quanto para todos os
outros membros.
Dentro dos
conceitos sociais, as crianças desejadas são as crianças “perfeitas”. Nem
sempre o autismo tem os sintomas perceptíveis, e, devido a isso, muitas
crianças se tornam adultos sem diagnóstico ou tratamento, por muitas famílias
desprezarem o fato, ou até mesmo, afastarem o portador do convívio social.
O Brasil não
possui um estudo piloto que aponta com exatidão o número de crianças
diagnosticadas por ano, no país. Em entrevista à Revista Autismo, o Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE disse que planeja investigar o tema futuramente em uma
pesquisa específica de saúde, mas que ainda não há previsão.
É de suma importância
a compreensão de que, quanto mais tardio o diagnóstico do portador autista,
mais difícil o processo de inclusão para ele e as pessoas do convívio. Entender
a deficiência é fundamental para que a família possa respeitar o tempo, e o
processo de desenvolvimento das pessoas autistas.
O ambiente familiar é o primeiro
lugar de auxílio para o autista. É necessário ter carinho, paciência para
conduzir as situações. Importante que os pais participem com os profissionais
que auxiliam o filho autista nos desafios, para que ocorra a inclusão. O autista não pode viver em uma
bolha, isso significa que toda forma de interação é bem-vinda, respeitando-se
sempre suas condições.
Foto: Divulgação/ Pixabay
Especial,Famílias
A História do músico autista Fernando Pavone
Com o apoio da família Fernando faz shows e dá entrevistas
Foto: Divulgação - Fernando durante apresentação
Fernando Pavone Cinelli é um jovem de 17 anos, que reside no
bairro do Butantã, na cidade de São Paulo. A partir dos 2 de
Fernando, os pais notaram um comportamento diferente no menino, e decidiram buscar ajuda profissional. Mesmo assim, o diagnóstico de autismo
moderado foi concluído somente aos 7 anos de Pavone.
Em entrevista à Autolá, Edison Cinelli, o pai de Fernando,
declarou que com os estímulos e o amor da família, é possível que o paciente
autista desenvolva as habilidades: “Tratem os seus filhos autistas, especiais,
para que haja desenvolvimento. É muito importante. A gente sabe que demora um
pouco o tratamento, é lento, mas há um efeito.”
O cantor possui um repertório animado, variando entre
sucessos do sertanejo universitário e canções autorais, feitas com a ajuda dos
amigos que integram a banda. Fernando mesmo em poucas palavras sempre busca interagir com o público, e deixa mensagens importantes por meio das composições. Em
uma das letras o músico declara: “Gosto de cantar, com a voz do coração,
meu nome é Fernando Pavone, meu sobrenome é superação.”
Assista ao videoclipe da canção “Anjos sem Asas”, composição de Fernando Pavone e Banda, para os pais do cantor:
A troca entre famílias que lidam com o diagnóstico
Redes de apoio presencial e on-line ajudam pais a enfrentar situações diversas
As famílias que verdadeiramente acolhem o membro autista,
também necessitam de apoio. Acontecem em muitos casos a falta de entendimento
dos sintomas do espectro, o que dificulta a convivência entre autistas e
familiares.
Os que buscam formas de solucionar os momentos de crises ou
até mesmo dividem os instantes com o paciente como uma tentativa de ajuda,
também passam por sérios desgastes físicos e psicológicos.O acompanhamento profissional, não somente voltado à fins de
orientação, mas também apoio emocional, se faz necessário para os integrantes da família que de certa forma se empenham para que o portador
autista vivencie o processo de desenvolvimento dentro do tempo cronológico
possível para ele.
Em São Paulo, a AMA, Associação de Amigos do Autista é a
primeira do Brasil em apoio à amigos e familiares de portadores do Transtorno
do Espectro Autista (TEA). A associação foi fundada em 1983, a partir do Dr.
Raymond Rosenberg e a iniciativa em estudar o diagnóstico até então
misterioso, de seus pacientes: o autismo.
A AMA atua sem fins lucrativos, e atende à várias
famílias que procuram ajuda a fim de um diagnóstico preciso e o
tratamento a partir dele. Atua como uma comunidade de apoio aos pais e
portadores.





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