A utilização do esporte juntamente com a psicologia como ferramentas de inclusão dos jovens que possuem a síndrome do TEA
(Transtorno do Espectro Autista) conhecido popularmente como autismo
O Brasil com seus mais de 200 milhões de habitantes atualmente, segundo dados do CDC (Center os Deseases Control and Prevention), órgão que é ligado ao governo dos estados unidos, especula-se que hoje em dia no Brasil exista cerca de 2 milhões de autistas. Sabendo de todas as dificuldades e a falta de informação que existe, fomos atrás de profissionais que ajudam a desenvolver esse processo de inclusão social, entrevistamos professores e psicólogos que contribuem de forma significativa para a sociedade.
Conversamos com Filipe de Arruda que é professor da Soave Academia e atualmente desenvolve o processo de inclusão com o menor T.L. (Nome foi mudado a pedido do entrevistado) e nos explica que a atividade física é fundamental para o processo de inclusão como um caráter social onde consegue inserir o adolescente dentro de um contexto comum da sociedade.
O professor diz que o aluno T.L. de 16 anos leva uma vida agitada, saindo da escola e passando maior parte dentro da academia. Lá ele treina musculação, muay thai e faz exercícios aeróbios dentre outras atividades que a academia oferece, o professor ressalta ainda que o esporte de contato é uma ótima ferramenta justamente pelo fato de interação do jovem que possui autismo, que dependendo dos casos é contrário a qualquer tipo de contato e já no caso das artes marciais é de extrema importância esse contato, mas tudo dentro de uma didática para que isso ocorra de forma natural e sem parecer agressivo e que possa assustar ou intimidar o aluno.
Perguntado também se há melhora no desempenho dele fora da academia, como na escola ou no contexto familiar, Arruda responde que sim, pois essa melhora expande para além da academia e diz que as notas na escola passaram a melhorar depois desse um ano e meio que ele treina, além de manter um diálogo direto com os pais do aluno para poder desenvolver novos métodos de treinamento na academia e finaliza “ Mais uma vez o esporte demonstra sua força, que é capaz de unir e fazer com que haja a interação de qualquer pessoa, esse é o nosso papel, mostrar que é possível sim fazer com que ocorra essa inclusão e que ela seja benéfica para todos”. Diz o professor.
Acompanhe a entrevista na íntegra:
https://youtu.be/kr0V-rgIhfY



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